domingo, 24 de agosto de 2014

Gatinha, princesa, os meninos e suas cantadas idiotas

Gatinha, princesa, os meninos e suas cantadas idiotas
(menos pra quem gosta da bunda do Hulk)

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista e mais nada 

Uma amiga reclama, os meninos conversam muita besteira, não suporto, falam de carro, academia, festa, ficar, como se isso fosse me impressionar, me conquistar, são chatos e pedantes, vaidosos, não sabem conquistar uma mulher, não sabem conversar, só querem falar sobre eles, o que eles têm, fazem, odeio isso, enche o saco.
Outra amiga me diz, teve um cara que disse que só sabia falar de vaquejada e academia, malhação, que eu era muito inteligente e que ele não estava a minha altura, e que se quisesse a gente poderia falar sobre o que ele sabia conversar. Os caras não têm criatividade, chegam perguntando se vou assistir ao jogo do Brasil, claro, né idiota, quem não irá ver o jogo? São imbecis demais.

As meninas, dizem, querem pessoas interessantes e inteligentes para conversar, mulher odeia rotina, monotonia, fazer a mesma coisa sempre, ter as mesmas conversas, o mesmo papo, abusa, aliás, já escrevi sobre isso, uma crônica chamada “O amor não suporta rotina”, acho que foi esse o título, não lembro mais, mas enfim, o problema é que os meninos são imaturos e insensíveis, e querem sempre falar das mesmas coisas, festas, carro, academia, bebidas, querem falar deles, como se isso fosse impressionar uma menina, garota.

Desde cedo eu percebi que não suportava falar sempre das mesmas coisas. Depois de uma festa no outro dia todo mundo passava o dia comentando sobre a festa, não suportava, tinha ido à festa, pronto, foi bom, passou, chega, não dá pra ficar falando o dia todo, a semana inteira quem pegou quem, quem vestia o que, era preciso mudar o canal.

Sou diferente, estranho, não sei falar sobre carro, aliás, odeio, tem gente que é insuportável quando compra algo, principalmente um carro, é o dia todo falando do carro, meu carro pra cá, pra lá, não sou assim, se tenho alguma coisa, pronto, deixa lá, num preciso está falando, aliás, só falo de alguma coisa minha quando alguém me pergunta, se a pessoa não me pergunta, é porque não quer saber e nem se interessa, e eu num vou falar só pra dizer que tenho.

Entendo as minhas amigas, são meninas inteligentes, não gostam de quem não tem algo a dizer, principalmente as mesmas conversas e cantadas, oi gatinha, princesa, aliás, será que alguém é conquistada assim dessa forma ainda hoje por alguém? Apesar da idade, minhas amigas são maduras, não gostam de exibição, são discretas, não ficam com o primeiro que aparecer, são diferentes, eu diria, não seguem a massa, têm personalidade.

A coisa mais difícil do mundo é conquistar alguém segura de si, principalmente uma mulher, ela sabe o que deseja, quer e não irá ficar com uma cara só por ele ser bonito, ter um carro e ser magro, isso já tem demais por aí, a perder de vista, ela desejará mais, alguém que a entenda, que seja maduro, seguro, em quem ela possa confiar.

Mas claro, estou falando de um tipo especial de mulher, mulher que vai pra uma rede social postar a bunda do Hulk, não está na minha lista de mulheres especiais e diferentes, essas sim, gostarão serem chamadas de princesa, gatinha, gostosa, filé, e com certeza ficará com o primeiro que disser algo interessante, como, e aí a festa está boa, você vem sempre aqui?




sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mulheres são holísticas, homens parciais

Mulheres são holísticas, homens parciais

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista e mais nada (18-06-1014)

Gosto das mulheres pelo seu poder de contemplar o todo e nunca só uma parte da história, os homens são parciais, estão apenas e muitas vezes só preocupados com os seus desejos, com o seu ego e com o prazer, as mulheres são diferentes.

Quando uma mulher decide ficar com um homem ela já investigou todas as possibilidades, já sondou o passado dele, a vida dele, o que faz, de onde vem, pra onde vai, se vai dá certo, se não vai dá certo, como serão as coisas, ela planeja tudo, nos mínimos detalhes, pensa nas consequências, no momento e no futuro do momento, logo, penso, talvez esteja errado, mas acredito que, quando uma mulher diz gostar e querer, acredite, é verdade, dentro dela já está solidificado o sentimento.

Por isso as mulheres
esquecem com mais dificuldade um amor, uma paixão.

Os homens são diferentes, eles podem querer apenas por um momento, ficar com alguém sem sentir nada, só pelo prazer sexual, só para contar aos outros homens que ainda são capazes de ficar com alguém, que é o cara que consegue transar com várias, eles não se interessam pelo passado da mulher, o que haverá depois, quais as consequências daquele ato, eles apenas fazem, cumprem o seu papel de macho, como se fossem ainda animais, como se tudo fosse instinto.

Por isso eles esquecem rápido demais, uma mesa de bar, um novo rabo de saia, e pronto, adeus sofrimento, amor, paixão, saudade.

Por isso uma mulher pensa muita e reflete demais antes se entregar pra alguém, pra ela será sempre por inteiro, por vontade, desejo e paixão, para um homem não, ele poderá não sentir nada, nem gostar, mas ficará, só por ficar e nada demais, como os homens mesmo dizem entre si, eles não negam fogo.

Parece que dizer não a uma mulher no universo masculino não é bem vindo, pega mal, deixa muitas dúvidas, e as mulheres também não aceitam um não de um homem, passam a falar mal da criatura, como se aos homens fosse uma obrigação sempre querer uma mulher, enquanto que as mulheres não aceitam e toleram rejeição. 

Uma mulher pode roubar o coração de um homem, simples, fácil e rápido, mas não sei, e tenho dúvidas, se um homem consegue roubar o coração de uma mulher, só se ela não estiver com alguém, ninguém, não houver nada em sua cabeça. 


Uma amiga me disse que quando uma mulher tem alguém em seu coração ninguém mais poderá entrar, acredito em parte. 

Sei que, quando uma mulher quer, ela quer e ninguém irá segurar, mas sei também que quando ela disser não, nada poderá mudar isso, e mais, se lá, em seu coração, houver alguém, que esse alguém cuide, zele, se tranque, pois se sair, talvez nunca mais venha a voltar. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Amadurecer é se resolver para permanecer

Amadurecer é se resolver para permanecer

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista e mais nada (19-03-1014)

Talvez se deva medir uma relação não pelas coisas boas e gostosas que se viveu, que o casal sentiu, mas pela forma como o casal administrou os seus conflitos, suas guerras e seus momentos de tensão íntima.
É ótimo viver em paz, é tudo que queremos e almejamos, mas uma relação só continua se houver maturidade para se resolver os problemas, para sentar e dialogar, para superar as dificuldades e os conflitos, orgulhos e queixas.

Quando o gostar é frágil, qualquer motivo leva ao fim, quando o querer é forte, sempre se encontra uma razão para prosseguir, para tentar mais uma vez.

Casais maduros, que amam e se gostam, não se deixam, se resolvem, pois sabem que chegar ao fim e partir para outra não irá alterar ou melhorar nada. Casais imaturos descambam para as agressões, grosserias e acabam ampliando o abismo da relação, criando um caminho sem volta.

Não existe relação perfeita, existe vontade em acertar, de fazer acontecer, de lutar por dias melhores, por saber que o outro ou a outra, que ficar com ele e ela vale a pena, que as qualidades são maiores do que os defeitos, que a companhia é algo interessante e significativo, melhor do que a separação.
Na maioria das vezes é sempre sem querer que acontecem os desentendimentos, uma briga pequena, uma confusão rápida, um desgosto passageiro, coisas que precisam ser superadas, vencidas e contornadas para que não tornam a relação chata e sem sabor.

Mesmo assim não se pode avaliar toda uma relação por conta de um único momento, é preciso sentir o todo, pois momentos ruins acontecem, confusões, brigas, conflitos, mas isso não deve ser o ponto para se chegar ao final.

O ponto deve sempre para se continuar, o que temos e vivemos permite que possamos viver e ir juntos? Ou devemos nos deixar pelo que há em determinados momentos? A maturidade diz que devemos ver o todo e não só as partes, a imaturidade diz que é melhor parar agora do que viver a mesma coisa lá na frente.


Mas o tempo sempre prova que as pessoas amadurecem, melhoram, crescem e mudam e tornam-se pessoas melhores, quando alguém acredita nelas, permite que elas possam seguir esse percurso de evolução, pular do barco antes que ele afunde pode ser muitas vezes a única salvação, mas esperar e ter esperança de que ele poderá chegar ao seu destino pode ser recompensador. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Os meninos contam vantagens, as meninas segredos

Os meninos contam vantagens, as meninas segredos

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista e mais nada (28-07-1014)

Está lá na música do Leoni, “são sempre os mesmos sonhos, de quantidade e tamanho”, definição melhor para os meninos não poderia haver.
É fácil de comprovar, quando passa uma menina, os meninos cobiçam o tamanho que estão a olhar, ver, nunca a qualidade de quem passa, prestam atenção nos dotes físicos, e pouco ou na quase no intelectual e sentimental.

As meninas verão outra coisa, discorrerão sobre a vida do sujeito, quem ele é, idade, o que faz, quem foi a última namorada, se é ou foi casado, um completo dossiê sobre a vida do cidadão, e claro, se ele é bonito ou não, interessante ou não, inteligente ou não, elas farão um julgamento completo do objeto.

 Os meninos estão sempre preocupados em contar vantagens, gostam de números, de quantidade, desde pequeno aprendem que ser o maior e ter o maior será mais importante na vida.

É quem consegue ficar com a maior quantidade de meninas, quem irá conseguir ficar com a moça “mais gostosa”, mais bonita, é sempre o mais que interessa a eles, o tamanho das coisas, gostam de contar vantagens entre os seus pares, daí então a razão para eles falarem tanto do que fazem com as meninas, querem mostrar aos outros que são capazes, é uma prova de masculinidade, de ser macho, num basta viver, é preciso falar, contar, claro, vantagens.

As meninas confessam e contam segredos, pra elas nunca foi importante o tamanho ou quantidade, mas a qualidade, enquanto os meninos conversam sobre quantas beijaram, as meninas estão preocupadas com a qualidade do beijo, se era bom, gostoso, intenso, forte, gostoso, macio, bom.

Elas gostam de paixão, de história, romance, de ousadia, de coragem, atitude, segurança, cuidado, carinho, amizade, ternura, coisas que elas sabem que não irão encontrar em todos ou em qualquer um, mas talvez numa única pessoa em toda a vida, e poderão esperar por isso até um dia encontrar.

Depois de uma festa os meninos passarão em lista as suas aventuras da noite, enquanto as meninas irão confidenciar detalhes do evento. Os meninos falaram das bebidas, sempre quantidade, de quantas ficaram, as meninas de quem estava feia ou bonita, arrumada, de quem as chamou pra dançar e das coisas que viram durante a noite.


Será, parece, sempre assim, muito embora quero acreditar que haja mudanças, mas por enquanto, os meninos, contam vantagens, e as meninas, segredos. 

domingo, 27 de julho de 2014

Não dá pra ser feliz nesse mundo zumbi

Não dá pra ser feliz nesse mundo zumbi

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista e mais nada (27-07-1014)

Odeio livros de auto ajudar, prefiro o livro do Francisco Bosco, Alta Ajuda, algo mais alto, bem mais alto, filosofia para despertar e não para obrigar, odeio essa opressão em ser feliz, essa ditadura branca de felicidade, todo mundo querendo viver as mesmas coisas, postar fotos sorrindo para provocar inveja em outras pessoas que no momento não estão podendo fazer o mesmo mas que irão fazer tudo igual quando puderem e irão tentar provocar invejar nos outros da mesma forma e a roda gigante não irá parar nunca.

A imensa quantidade de livros que nos ensinam coisas para sermos felizes e sorridentes cresce a cada dia ou a infinidade de músicas que falam de amor, sempre amor, só amor, sim falo de sertanejos universitários que preferem acordar a namorada num domingo de manhã a ir viajar pelo espaço, velejar pelo caribe e se hospedar em Dubai, o cara é tão burro, idiota e otário que poderia levar o amor da vida dele com ele, mas ele prefere acordar a moça num domingo de manhã, desligar, pedir desculpar e claro, ele ama tudo aquilo, ah vá.....

Parece que somos todos carentes, é só olhar, ou melhor, ouvir, todas as músicas imbecilizantes que só sabem falar de amor, amor pra cá, pra cá, parece que somos todos carentes, sofremos com amor, de amor, sem amor, por amor, através do amor, pelo amor, cansa, cansa, cansa, e o pior, tem pior, sim, muito pior, é só ouvir. E claro, a gente ama muito tudo isso.

Somos uma imensa massa de idiotas que consume tudo que vem pela frente, como zumbis, sem pensar ou sem refletir sobre o que estamos comendo, só queremos comer, ter, consumir, ser o que tudo mundo é, não faz muito sentido, ao mesmo tempo, faz muito sentido, há tempos e há muito tempo que perdermos a nossa capacidade de sermos nós mesmos, perdemos a nossa individualidade, só queremos fazer parte do coletivo, da massa, está na moda por ser bonito, por está em alta, não queremos nos diferenciar, queremos nos igualar.

Basta surgir na televisão, pronto, já estamos com o bordão na boca, “sabe de nada inocente”, nos falta criatividade e imaginação, ninguém tem curiosidade de nada, a gente senta feito zumbi na frente da tv e engole com água e açúcar tudo o que está passando de novo, incorpora a nossa vida até surgir algo mais interessante e engraçado que todo mundo vai curtir, copiar, colar e repetir, somos idiotas.

Sinceramente, não dá pra ser feliz num mundo com esse, aliás, prefiro mesmo até nem ser feliz com essa imensa quantidade de idiotice que há no mundo, não quero ser igual a quem me diz que sendo igual eu posso ser feliz, é mais ou menos assim que canta Lobão, se pra ser feliz vou ter que ouvir a banda Malta, ouvir música Sertaneja ou pendurar nos pescoço um terço colorido ou deixar os bolsos do short de fora, prefiro ser essa metamorfose ambulante, mutante, como cantou Raul Seixas.



terça-feira, 1 de julho de 2014

Um dia ela vai cansar da sua insegurança

Um dia ela vai cansar da sua insegurança

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista e mais nada (01-07-1014)


Aprendi a dominar a insegurança, o ciúme e o medo, algumas vezes não tenho como segurar sentimentos tão pulsantes, são momentos de tensão, mas entendi que é preciso calar dentro de si, muitas vezes, os seus próprios tormentos, sob pena de perder quem você ama e gosta, pois ela também cansa da sua falta de firmeza emocional.

Se ela te disse que te quer e ama, acredite e se diz que irá ficar com você, encerre suas perguntas e dúvidas, viva o que for possível, aceite e vá embora ao lado dela até, bom, até um dia tudo mudar, se não mudar, ótimo, se mudar, mudou, tome outro rumo, esqueça como puder e não insista mais e deixe o tempo passar, nada mais a fazer.

A insegurança é o pior dos sentimentos, para quem sente e para quem é alvo, o inseguro fica batendo sempre na mesma tecla, fazendo sempre as mesmas perguntas, dando voltas em torno do mesmo assunto, andando em círculos, tudo é motivo para ele reafirmar o seu medo, dizer que estava certo, numa insuportável discussão que nunca leva a lugar algum, apenas cansa e desgasta a relação.

O inseguro é um atormentado e atormenta ao outro, ele não quer acreditar, prefere desconfiar, ele não aceita, antes quer a dúvida para comprovar a sua insegurança, atestar os seus receios e dúvidas, ele não sossega em si, não descansa, é vigilante 24 horas, e mais, não só a si ele perturba, mas também que está ao seu lado.

A pessoa que está ao lado de um inseguro precisa todo dia reafirmar aquilo que já disse mil vezes, que não precisa ter medo, que acredite, que confie, evita brigas, busca contornar situações, tenta sempre provar o que disse e afirmar o que o inseguro não quer acreditar, até um dia cansar.

Sim, você diz uma, duas, três, quatro, cinco vezes até não suportar mais enfatizar a mesma coisa, repetir num exaustivo e longo percurso que nunca leva a lugar algum, até cansar, não suportar mais. No começo compensa falar o que já se disse, mas depois com o tempo você percebe que está deixando de viver o presente e o futuro para ficar reprisando o passado, a relação não anda, não se desenvolve, são sempre as mesmas discussões, em torno dos mesmos temas e situação e não há quem suporte, amor que resista, paixão que não canse, relação que dure.

Mesmo com toda dor, com toda desconfiança, é melhor guardar para si o medo que impera dentro de você, viva os momentos bons, não busca desequilibrar a relação por conta daquilo que você, mas nunca tem mesmo certeza, acredite, confie, siga, se não acontecer, num não for como você pensava que era, aceite, é a vida, ninguém morre, a gente segue com feridas e cicatrizes, mas ninguém morre de sofrimento de amor e paixão, se morre com tais dores, ou seja, viveremos com elas.


domingo, 15 de junho de 2014

“Depois de você, os outros são os outros, e só”


“Depois de você, os outros são os outros, e só”

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista e mais nada (15-06-1014)


Leoni tinha razão, haverá sempre a pessoa da nossa vida, aquela pessoa que fará com que os outros sejam os outros, e só. A gente pode até gostar de outras pessoas, mas aquela será sempre a nossa maior referência em amor, afeto e alegria, vida, “o nosso melhor namorado”, alguém que fará sempre o nosso dia melhor, a nossa vida mais gostosa, encantadora, fascinante, alguém que a gente sempre terá por perto, dentro de nós, em nossas saudades e lembranças, que irá nos despertar um sorriso a qualquer momento, e que irá nos provar que amar e gostar é realmente uma coisa boa, que não precisamos sofrer para e por gostar de alguém. Vamos conhecer muitas pessoas, talvez até evitar comparações, mas cairemos sempre na lembrança da pessoa que amamos um dia. Foi ela e dela e pra ela o nosso melhor, ela era o melhor, ela tinha a melhor conversa, ela com ela que as horas corriam céleres, rápidas, mas era também com ela que a gente passaria a vida conversando, por gostar, era com ela que a gente gostaria de viver o melhor da nossa vida, viajar, acordar ao lado, tomar café, deitar na rede, tomar banho de chuva, dançar, ficar junto, andar de mãos dadas, brincar como se fosse criança sempre. A nossa vida irá continuar, mas é como se nada mais importasse, a gente segue na banguela, apenas desce a ladeira, sem fazer muito esforço, esperando que aquela pessoa possa nos acompanhar um dia, a gente vai, sempre olhando de lado, esperando ela aparecer. A nossa vida continua, mas seremos sempre dela, viveremos outras coisas, paixões, amores, mas a coisa mais importante sempre será aquela pessoa. Viveremos paixões sem ciúmes, relações sem empolgação, companhias sem afeto, vidas em silêncio, pois tudo e todo  o nosso melhor sempre será daquela pessoa, e pra ela guardamos o nosso melhor sorriso, o nosso abraço gostoso, a nossa risada alta, o nosso abuso grande, a nossa raiva, a nossa vontade de viver, pois depois dela, “os outros, são os outros, e só”.