Nunca estamos na melhor
época para se viver
Ronaldo Magella 21/09/2015
Escrevo essa crônica ao som dos Beatles e penso em como seria
bom ter vivido na apaixonante década de 60, havia mais poesia no ar, amor,
paixão, liberdade, tenho a sensação que era mais fácil sorrir naquela época.
Há gente que não se encaixa em meio a tanta tecnologia, com
esse ritmo veloz e essa vida digitalizada, mesmo que esteja imerso e precisando
conviver com tudo que está ao redor, mas não podemos confundir necessidade com
vontade, obrigação com amor, paixão com trabalho.
Sim, muitas facilidades, mas perdemos a magia de viver nos
tempos atuais, tudo é muito prático, rápido, simples e fim, não há mais nada,
já era, passou.
Woody Allen no filme Meia noite em Paris irá tratar do tema,
nunca vivemos na época que gostaríamos.
Talvez alguém da década de 60 tivesse a sensação de que viver
nos anos 20 fosse a melhor experiência do mundo, e quem viveu nos anos 20
sonhava em voltar ainda mais no tempo, séculos recuados.
Daqui a 50 anos é possível e provável que as pessoas suspirem
pelo início século 21, como se fosse esse momento fosse a década perdida e
perfeita para se viver e fazer parte, porém, tenho minhas dúvidas.
Porém reafirmo o meu desejo de voltar no tempo e viver a
colorida década do paz e amor, da experimentação, da mudança dos modelos e padrões,
da contracultura, das flores, de andar pelo mundo, de viver a vida de forma
intensa.
Como no filme, resta suspirar e sentir saudades de algo que
nunca se viveu.
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