terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Aquilo que o vento leva, o tempo traz de volta

Aquilo que o vento leva, o tempo traz de volta

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista, tomador de café, romântico, sentimental, romântico, feio, e mais nada (24/02/2015)

Já perdi um grande amor. Insisti para voltar, e nada, chorei,  ela não voltou, implorei, nada, tentei suicídio, ela nem me visitou, mandei flores, foram pra o lixo, desisti.

Tentei o caminho contrário, provoquei ausência.

Sumi, ela apareceu. Voltou. Deus sinais.

Aquilo que o vento leva, o tempo traz de volta. Ela ainda pensava em mim, mesmo em silêncio, a distância, calada.

Curtiu minha foto no Instagram, era um aviso, estava me observando, disse “oi” no WhatSapp, estava com saudade.

É sempre a saudade que nos traz de volta, nos faz olhar para o passado e sentir aquilo que vivemos.
Se perdeu alguém, um grande amor, uma paixão, meu conselho, não faça nada, se há uma história, um sentimento, uma emoção, ela irá florescer, desabrochar, confundir, provocar, tocar, sensibilizar.
A gente sempre tenta ser forte e seguro, mas não podemos deixar de sentir e lembrar do que vivemos um dia, mesmo sabendo que amar não é querer, desejar não é ter, vontade não é poder, mas saudade é vida.

A gente só sente saudade daquilo que viveu um dia.


 E viver é deixar marcas em nossa alma, causar impressões na alma, com tinta que não larga, não mancha, não desbota, não apaga, nem deixar de existir.

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